VARIZES

As varizes podem ser um problema para milhões de homens e mulheres ao redor do mundo. Afeta grupos de diversas faixas etárias, tipos de pele e estilos de vida. Estima-se que mais de 60% da população adulta sofra de veias varicosas.

Elas podem variar desde vasos de pequenos calibres (vasinhos) até veias calibrosas, com formação de úlceras. Os principais fatores de risco são a hereditariedade, uso de anticoncepcionais hormonais, reposição hormonal, gestações e obesidade – ocorrendo agravamento pelo avanço da idade.

O estilo de vida, o sedentarismo e a permanência por longos períodos em pé também potencializam o surgimento das varizes. O diagnóstico é realizado por meio da avaliação do cirurgião vascular. O exame de ecodoppler colorido é fundamental para a correta avaliação do sistema venoso e programação cirúrgica.

TRATAMENTOS

A escleroterapia convencional é realizada através de injeções de líquido esclerosante com uma agulha muito pequena e fina. Promove uma irritação no vaso, fazendo com que a veia colapse e oclua. Na maioria dos casos, o líquido utilizado é a glicose 75%. Por ser uma substância natural, não há risco de choque anafilático ou qualquer típico de reação alérgica.

Realizada através da injeção de uma substância esclerosante, o polidocanol. Preparado com a adição de ar, forma-se uma espuma semelhante a um detergente. Muito difundido como método alternativo à cirurgia convencional para veias calibrosas. Apresenta a vantagem de não necessitar repouso durante o tratamento, porém, requer cuidados na sua aplicação para evitar complicações. Aliado importante na terapêutica de pacientes com quadros graves de varizes e varizes recidivadas. É fundamental a associação com o ecodoppler colorido para acompanhar sua aplicação. A indicação precisa, com conhecimento profundo da técnica leva a obtenção de excelentes resultados e evita complicações.

A Cryoescleroterapia utiliza as mesmas injeções de glicose a 75%, associada a jatos de ar gelado a -20ºC – que praticamente eliminam a dor. Indicado, principalmente, na escleroterapia de varizes em pacientes sensíveis às injeções e em locais dolorosos, como os pés. Elimina não só a dor da picada como também a ardência dos líquidos, revolucionando a técnica das injeções. Além disso, potencializa os efeitos das injeções pela redução do calibre dos vasos com o efeito térmico.

Método cirúrgico para a remoção dos pequenos trajetos venosos. Realizada com anestesia local, podendo ser associada a uma pequena sedação para conforto do paciente. Utilizam-se incisões mínimas e puntiformes (do tamanho de uma agulha), não sendo necessários pontos de sutura e raramente deixam qualquer tipo de cicatriz. Não há necessidade de internação hospitalar. O paciente deve utilizar compressão inelástica e repouso somente no dia do procedimento, com retorno às atividades normais muito breve. Porém, deve-se evitar exposição solar de dois a três meses.

Com os métodos diagnósticos e terapêuticos utilizados atualmente, as varizes das pernas podem ser tratadas com altíssimos índices de eficiência e segurança. Hoje, as técnicas terapêuticas estão muito mais modernas, seguras, menos dolorosas, com rápida recuperação e, principalmente, com excelentes resultados estéticos. Os pacientes podem receber alta no mesmo dia do procedimento, com a volta às atividades normais variando de duas a quatro semanas, conforme a extensão da cirurgia. O tratamento precoce, além de obter melhores resultados, ainda evita situações mais graves como inchaços crônicos, flebites, infecções bacterianas (erisipelas), úlcera e trombose venosa profunda.

A preocupação com grandes cortes e tempo prolongado de recuperação deve ser esquecida quando a cirurgia de varizes é realizada pelas técnicas à laser. O laser endovenoso (diodo 1470nm) realiza a ablação (cauterização) interna da veia, sem a necessidade de sua retirada e sem rompimento das veias colaterais, diminuindo assim o trauma cirúrgico. Através da introdução de uma fibra óptica, a energia do laser é transmitida ao interior da veia por uma pequena punção venosa. Durante todo o procedimento é utilizado o ecodoppler colorido, trazendo segurança para o médico e seu paciente, permitindo a melhor identificação da doença varicosa, eventuais variações anatômicas e avaliação imediata do tratamento, potencializando os resultados. O laser endovascular apresenta resultados surpreendentes nas varizes recidivadas, nos pacientes com histórico de flebites ou úlceras e nos casos onde há fibroses (cicatrizes) nas pernas. O tempo de internação é reduzido, assim como o pós-operatório, que é muito mais simples, com menos hematomas, podendo haver o retorno muito mais breve às atividades normais. A correta avaliação do cirurgião vascular é necessária para determinar as vantagens da aplicação desse método, caso a caso.

Inovação tecnológica que ilumina a pele com um feixe de luz infra-vermelho, identificando as veias com até 1 cm de profundidade. Filmadas por uma câmera, as imagens são processadas e projetadas na pele do paciente em tempo real. Essas imagens orientam o médico na avaliação da doença varicosa, permitindo o tratamento com maior precisão. A realidade aumentada dá uma nova dimensão, possibilitando ao cirurgião vascular enxergar, literalmente, através da pele de seus pacientes. Quando associada ao uso do ecocolordoppler permite a avaliação precisa das varizes, levando a resultados surpreendentes.

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