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Aparelhos de realidade aumentada ajudam no tratamento de veia varicosa

A realidade aumentada, que está influenciando diversas áreas de atuação profissional e da economia, também está sendo aplicada na medicina. Hoje existem aparelhos que utilizam esta tecnologia, que faz a sobreposição de informações virtuais com a visualização do mundo real, e que auxiliam no tratamento das varizes.

A vantagem de usar a realidade aumentada neste tipo de tratamento é que ela dá uma nova dimensão ao que o olho do médico enxerga, possibilitando ao cirurgião vascular enxergar, literalmente, através da pele de seus pacientes.

Isso é possível porque o aparelho faz uma espécie de “radiografia” da região do corpo do paciente que está sendo avaliada pelo médico, processa as imagens digitalmente e projeta este nível de exame interno com a adição de gráficos criados por computador sobre a pele.

Esse tipo de tecnologia é bastante utilizada também na punção venosa, ajudando a acabar com o sofrimento dos pacientes no momento da localização de uma veia, seja para coletar sangue, seja para aplicar soro. Por estas características e pelo fascínio despertado pela tecnologia na punção venosa, ela é especialmente interessante para as crianças.

Como a realidade aumentada é utilizada

Essa inovação tecnológica ilumina a pele com um feixe de luz infravermelho, identificando as veias com até 1 centímetro de profundidade. As imagens resultantes deste processo são filmadas por uma câmera, processadas e projetadas na pele do paciente em tempo real.

As imagens que são projetadas com a realidade aumentada orientam o médico na avaliação da doença varicosa e permitem, com isso, um tratamento com maior precisão. Quando essa tecnologia é associada ao uso do EcoColorDoppler, ela permite a avaliação extremamente precisa das varizes, levando a resultados surpreendentes.

Desta forma, no tratamento de varizes, a realidade aumentada melhora tanto a acuidade diagnóstica, na procura de veias nutrícias (microvarizes que alimentam as telangiectasias/vasinhos e dificultam o resultado estético do tratamento), quanto no mapeamento pré-cirurgia.

Esta tecnologia também permite a visualização de veias que são muito superficiais para o ultrassom e, ao mesmo tempo, muito profundas para o olho nu. A realidade aumentada auxilia no tratamento de todos os tipos de transtornos vasculares, especialmente nas pequenas varizes, que são mais comuns, e que, ao se expandirem, lembram teias de aranha ou galhos de árvores vermelhos ou arroxeados.

Este tipo de problema, chamado de telangiectasia, não é apenas estético. Se não forem tratados, estes veias varicosas podem crescer e, em uma fase mais tardia, causar inclusive sangramentos. O tratamento completo para este tipo de problema consiste em associar a escleroterapia (aplicações) e o laser. Com o auxílio da realidade aumentada, se faz a associação do laser e da cryoescleroterapia em pequenas veias varicosas (de até 3 ou 4 mm) que alimentam as telangiectasias, o que pode evitar, em muitos casos, uma cirurgia.